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BANDIDO DE MENOR GRAVIDADE NÃO DEVE SER PRESO DIZ MINISTRO
09/03/2017 11:30 em JUSTIÇA

 

O novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), em entrevista a varios jornalistas nesta quinta-feira (9), defendeu que pessoas que cometeram crimes de menor gravidade não deveriam ser encarceradas – numa proposta para evitar a superlotação da penitenciárias. Questionado se considera que acusados de corrupção não teriam de estar presos, ele desconversou: “São outros casos. Aí eu não entro”. Mas afirmou que também há níveis diferentes de corrupção.

“Existem bandidos e bandidos, como em qualquer circunstância. Os bandidos de menor gravidade precisam de outro tratamento [que não o encarceramento]”, disse Serraglio. Ele citou o exemplo do usuário de drogas, que acaba sendo preso como traficante. Segundo ele, apenas criminosos perigosos para a sociedade teriam de ser presos.

Para buscar uma solução para a crise carcerária, o ministro também afirmou que vai procurar a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, para “tentar mudar” a questão dos presos provisórios – detentos que ainda não foram condenados pela Justiça. Serraglio disse que em alguns estados até 80% dos presos são provisórios.

Na entrevista, o ministro também comentou o processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa Dilma-Temer – que pode fazer com que o atual presidente perca o mandato. Serraglio disse não ter medo de que Temer não termine seu mandato. “Vai chegar ao fim. Acredito na possibilidade de chegar ao fim. Não só na possibilidade, acredito que vai chegar ao fim.”

Segundo ele, para cassar Temer será preciso provar a responsabilidade do presidente, que ele sabia que estava negociando dinheiro de caixa 2 para a campanha de 2014. “Ele pode nunca ter sabido. Como eu tenho observado, que ele nunca discutiu valores. Vai ter que aparecer que ele sabia que estavam recebendo dinheiro indevido.”

Em depoimento na semana passada ao TSE, o empreiteiro Marcelo Odebrecht confirmou o pagamento de caixa 2 para a chapa Dilma-Temer em 2014, mas disse não ter tratado diretamente do assunto com o atual presidente.

FONTE: JORNALISTAS COLABORADORES

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