Sábado, 20 de maio de 2017 às 20:40 em POLÍTICA
TEMER FECHA ESTRATÉGIA PARA GANHA TEMPO

 

Na reunião que comandou neste sábado (20) no Palácio do Alvorada, logo após fazer um pronunciamento, para rebater as acusações da JBS, o presidente Michel Temer fechou a estratégia para ganhar tempo junto à base aliada.

A ordem é: evitar a debandada dos partidos que dão sustentação ao governo no Congresso Nacional.

Ao optar por um pronunciamento sem espaço para perguntas de jornalistas, a estretégia definida foi evitar qualquer tipo de risco na fala do presidente.

Apesar da ausência do contraditório, aliados do governo que participaram da reunião no Alvorada aprovaram a argumentação de Temer.

Segundo relato feito por um dos participantes da reunião no Alvorada, o governo tentará manter a agenda do Congresso para dar uma demonstração de que Temer está conseguindo reagir à maior crise política desde que assumiu o governo.

"Agora, tudo vai depender dos próximos dias, com o funcionamento do Congresso. Temos que avaliar como vai ser a repercussão no Congresso. Se o governo quiser demonstrar que a crise vai diminuir, tem que mostrar força", observou esse aliado.

O núcleo palaciano quer retomar a agenda no Legislativo. Há uma pressão para que o relator da reforma trabalhista, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), mantenha a leitura do texto para a próxima terça (23).

Sobre o pronunciamento, aliados ainda esperam a repercussão. "O presidente exerceu o direito de defesa. Reagiu com veemência, anunciando uma medida prática". Temer pediu ao STF a suspensão do inquérito que o investiga por corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

"O fato novo foi criado e colocou um freio no processo de incriminação. Agora, a base tem que estar atenta, de standy by, para tomar uma decisão depois do que for determinado pelo STF sobre a gravação", disse o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN) ao repórter Nilson Klava, da GloboNews.

Participaram da reunião no Alvorada com Temer os ministros Antonio Imbassahy (PSDB, Secretaria de Governo), Mendonça Filho (DEM, Educação), Maurício Quintella (PR, Transportes), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além dos deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PI), líder do governo, Rogério Rosso (PSD-DF), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Darcísio Perondi (PMDB-RS), Carlos Marun (PMDB-MS), entre outros.

FONTE:G1/BLOG DO CAMAROTTI

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